Na manhã desta sexta-feira (27), uma guarnição da Polícia Militar de Nova Guarita realizava rondas ostensivas pela área urbana quando recebeu uma ligação no telefone funcional de plantão. O comunicante relatou ter ouvido disparos de arma de fogo em sua propriedade rural e informou suspeitar da participação de alguns indivíduos, entre eles um homem identificado pelas iniciais P.
Segundo o denunciante, o suspeito estaria nas proximidades da divisa da propriedade arrastando dois animais pertencentes o sitio. Diante das informações, a equipe policial deslocou-se imediatamente até o local dos fatos.
Durante o trajeto, o comunicante encaminhou imagens à guarnição indicando a residência onde o suspeito morava. Ao chegar ao endereço informado, os policiais localizaram três suspeitos, que relataram estar na propriedade desde as primeiras horas do dia. Todos negaram ter efetuado disparos de arma de fogo, afirmando que os estampidos poderiam ter sido provocados por outras pessoas que estariam na região.
O comunicante também apresentou um vídeo no qual aparecia um indivíduo com características físicas e vestimentas semelhantes às de P. nas proximidades do local denunciado.
Diante das circunstâncias, os policiais questionaram os envolvidos sobre a existência de armas de fogo na residência ou em sua posse. Nesse momento, outro suspeito, identificado pelas iniciais R., informou possuir armas de fogo devidamente registradas e autorização para a caça de espécies invasoras.
De forma espontânea, ele indicou que os armamentos estavam no interior de uma caminhonete Mitsubishi L200, de cor prata. Durante a vistoria no veículo, foram localizadas uma espingarda CBC Military 3.0, calibre 12, municiada com cinco cartuchos no tubo carregador, uma espingarda Boito de dois canos, calibre 12, além de 49 munições do mesmo calibre.
- apresentou os respectivos Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAFs) e documentação referente à autorização para caça de espécies invasoras. No entanto, segundo a Polícia Militar, não foi possível verificar a autenticidade e validade dos documentos no momento da abordagem.
Os envolvidos negaram qualquer participação nos disparos que teriam atingido os animais pertencentes ao comunicante.
Ainda conforme relato da vítima, na semana anterior P. teria ressarcido o valor de um suíno de sua propriedade que teria sido abatido em circunstâncias semelhantes. O comunicante afirmou ainda que não seria a primeira vez que fatos dessa natureza ocorreriam em sua propriedade, relatando que diversos animais já foram abatidos ou encontrados feridos por disparos de arma de fogo.
Diante dos fatos, as armas de fogo, munições, documentação apresentada e os três envolvidos foram encaminhados, sem lesões corporais, à Delegacia de Polícia Judiciária Civil para as providências cabíveis.
O caso será investigado pela Polícia Civil.

























